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Manaus: dois dias de barco em meio ao Rio Negro.

E pra fechar a série de posts sobre Manaus com chave de ouro, nada melhor que contar sobre essa experiência incrível que foi passar dois dias de barco em meio ao Rio Negro. Pra ler os outros dois posts, clica aqui e aqui. :)

Pra começar, eu queria dizer que, sim, estava com muito medo de entrar no barco e, principalmente, dormir nele. Mas isso foi antes de ver o barco e perceber que ele era BEM seguro e confortável. Eu fui esperando dormir em redes, num calor imenso e já acordar bebendo litros de repelente. hahaha Mas me surpreendi e foi MUITO melhor do que eu havia esperado. Muito mesmo!

Acho que ainda não falei aqui, mas o real motivo da minha ida à Manaus, foi a Conferência Oxigênio, que aconteceu nos 3 primeiros dias de viagem, na Igreja Presbiteriana de Manaus. E, claro, aproveitamos pra ficar mais dias e vivenciar esse lugar incrível. Esse barco que vocês verão nas fotos a seguir, é apenas um dos barcos missionários que pertecem à essa igreja que faz um trabalho surreal com as comunidades indígenas ribeirinhas. Levando suporte de alimento, saúde e amor. O pessoal dessa igreja que nos proporcionou essa experiência que, agora sim, foi a maior e melhor experiência que já tive na vida e vou tentar contar 1% do que foi. Porque seria impossível, pra mim, descrever.

A viagem durou de segunda de manhã à quarta de manhã. Então foram basicamente dois dias visitando algumas comunidades (se não me engano, foram cinco). E pra deixar a viagem ainda mais especial, na segunda-feira em que saímos de Manaus, era meu aniversário de casamento (2 anos)! <3 Sinceramente, nunca esperei passar um aniversário de casamento assim, mas não poderia ter sido melhor. Juro!

Só pra começar a aventura, descobrimos no domingo à noite, que esse mesmo barco tinha sido assaltado. E o bandido havia feito algumas pessoas da cozinha de refém. :O Ainda assim seguimos. Mas chegando no barco, demos de cara com uma lancha da polícia que estava à procura do bandido. E adivinhem! Encontraram e o levaram para reconhecimento – e a gente dentro de barco. Quer aniversário de casamento mais badalado?

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Passado o susto, seguimos viagem até chegar numa praia de rio, onde pudemos descer e dar uma aliviada no calor, pois esse aí se fez MUITO presente. Depois seguimos para a comunidade de Terra Preta – primeira comunidade que paramos. Não faltaram paisagens LINDAS pra contemplar e, claro, fotografar. E gente muito boa pra conversar. :)

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Paramos a seguir na comunidade de Santa Maria, onde ficamos até à noite. Povo muito receptivo e comunicativo. Aqui, conheci umas índias fofas que amaram minha T-shirt de melancia, meu relógio do Mickey e, claro, meu cabelo. hahaha Sério! Quer fazer amizade com as índias fofinhas? Tenha um cabelo loiro ou ruivo. <3 Outra coisa que elas amam é fotografia. Mas futilidades à parte, foi emocionante pra mim conhecê-las.

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Nós sempre comíamos no barco, o pessoal da cozinha simplesmente arrasava. A comida era muito boa! As vezes até esquecia que eu tava no meio do rio, mas logo em seguida as balançadinhas das águas me faziam lembrar. O barco era muito confortável, tinha até ar condicionado nas cabines e na sala de refeições (onde eu fiquei boa parte do tempo kkkkk). Sério, gente! Em algumas horas do dia o calor era INSUPORTÁVEL. Não tinha condições de ficar fora dessa sala. E chapinha? Pra que, né? Umidade e calor juntos, já viu tudo! Foi desapego total.

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Saindo dessa comunidade com o coração cheio de amor, de tanta receptividade, seguimos para a primeira dormida no barco… E olha, foi melhor que eu pensei. Confesso que tive mais medo de gente que de bichos.

No dia seguinte, visitamos mais duas ou três comunidades. Como foram muitas, não lembro bem os nomes. Lembro muito bem das pessoas que conheci, e isso já me é o bastante. :)

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Essa, por exemplo, é a Clara – com seu gato Smith (sim, de Will Smith!). <3 E ela ainda tinha outro chamado Brad Pitt.

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Essa, é a Jenifer (irmã da Clara), que não quis sorrir de jeito nenhum na foto porque estava com janelinhas.

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Essa última comunidade que fomos, foi a Vila Acajatuba. Foi a mais desenvolvida que passamos. Ficamos nela até a noitinha, quando voltamos pro barco pra dormir e voltar à Manaus.

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Chegamos de volta pela manhã muuuito cedo e foi com essa luz incrível que acordamos e nos despedimos dessa viagem que nunca mais vou esquecer.

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Espero que tenham curtido acompanhar esses posts dessa viagem que, sem dúvida, foi uma das melhores que já fiz na vida. E espero também ter deixado vocês desesperados pra comprar a primeira passagem pra lá. :D

Gostaria de ficado mais dias, porque deixei de fazer muitas coisas que não tive tempo, mesmo com o ritmo frenético que foi. Nunca dormi tão pouco, em tantos dias consecutivos. Mas voltei feliz, leve e preparada pra colocar em prática meus sonhos. <3 Sempre acredito que esse tipo de momento nos fortalece pra aguentar as dificuldades da nossa rotina. E quando bate aquele desespero, é só a gente lembrar de lugares como esse.