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Todo o (não) glamour de empreender

Quem me acompanha nas redes sociais, tem visto um pouquinho da minha nova saga empreendedora. Desde fevereiro saí da agência que trabalhava e passei a me dedicar exclusivamente ao Ohpera. E quando digo ao Ohpera, tudo o que ele envolve: o blog, em breve o Shop e o Lab, e o foco atual – o estúdio.

Lembro que antes de sair da agência, eu estava desesperada pra viver esse momento. Eu sabia que nem tudo seriam flores, afinal eu estava saindo da minha zona de total conforto, onde tudo já estava quentinho e muito aconchegante. E antes de dar esse passo e não aceitar outras oportunidades de emprego que apareceram, eu pensei e li bastante. Mas era a hora e por isso, hoje eu suporto com mais força as (muitas) dificuldades da rotina empreendedora.

Tem gente que acha é uma maravilha tudo isso, que é uma vida perfeita! Por isso, eu resolvi contar pra vocês um pouquinho desse não glamour empreendedor. Assim vocês podem ter a certeza de que é isso que querem viver ou não. Na verdade, ainda assim vocês não terão certeza. hahaha Sinto dizer, mas você só sabe se gosta de algo, vivendo. De qualquer maneira, vai ajudar. Vamos lá!

Ter horário mais flexível

Sim. Isso é excelente! Desde que você saiba o que fazer nesse horário flexível. É MUITO mais fácil ter um chefe dizendo tudo o que você tem que fazer o dia todo e a responsabilidade ser totalmente dele. Pois quando você é responsável pelo seu horário, o que você faz nele também é responsa sua. Então se você opta por surfar um dia inteiro, é um dia a menos de grana que você tem no final das contas. Sem contar nas viagens… hahahah Antes, quando eu viajava, tinha alguém resolvendo os trabalhos que seriam meus, mas agora… Tempo parado é tempo sem grana. Tem que saber equilibrar!

Olha só o que a Fê, do Fêliz com a vida respondeu quando perguntaram o que foi mais difícil em sua rotina como nômade digital:

[blockquote source=”Fê Neute”]Para mim, foi lidar com o paradoxo da escolha. É assustador pensar que você pode ser tudo e viver do jeito que você quiser. Existe um certo alívio inconsciente em “não ter escolha”, mesmo que isso também seja uma escolha a qual as pessoas não enxergam.

Parece que quando o céu é o limite, a gente descobre que tem medo de altura :)[/blockquote]

Ser feliz todo dia

Aprendi na marra que isso não existe! Ponto. Por mais que você esteja feliz por estar investindo tempo no que você ama, terão dias que você estará extremamente desestimulada achando que fez a pior besteira da sua vida e que vai desistir.

Até eu que sou uma perfeccionista confesso que sei que a perfeição é algo inatingível e, por consequência, a felicidade nunca será perfeita. Além disso, cada um tem uma ideia diferente do que é perfeito, o que por si só já mostra o quanto o perfeito é imperfeito.

Trabalhar de home office. Que sonho! 

“Que sonho!” só se for nos primeiros 3 dias. Depois disso, você já está morrendo de tédio e pedindo por companhia, pelo amor de Deus!!! Essa parte eu já sabia que eu não aguentaria. Não suporto ficar só por muito tempo, tampouco ficar em casa muito tempo. Ainda menos se for trabalhando. Preciso ir pra rua, conversar com pessoas pra poder me inspirar. Home Office por vários dias seguidos pra mim, é a morte! Por isso eu declarei as segunda-feiras como meu dia oficial de home office. hahahah E só!

Férias?  

Uma coisa que sempre pensei antes de sair da agência, é que eu poderia viajar sempre que eu quisesse, sem ter que convencer meu chefe a me liberar pelo menos uma sexta-feira. Pois bem! A primeira vez que viajei depois de ter saído da agência foi pra passar 4 dias no Rio – de sexta a terça. E quem disse que eu conseguia ir à praia em plena segunda-feira? Gente! É impressionante como somos condicionados a trabalhar das 9h as 19h e se não fazemos isso, parece que tem alguém nos julgando e dizendo que estamos vagabundando e que deveríamos estar trabalhando. Comigo, pelo menos, foi assim. Eu morrriiiiii nesse momento! Eu amo viajar! Pra mim é um dos maiores prazeres da vida. E empreender tirou um tiquinho desse prazer. Um mês depois dessa viagem, fui pra Buenos Aires. Nessa, já estava mais adaptada, mas ainda assim, foi um pouco sofrido. Ficava o tempo inteiro pensando nos clientes, nos trabalhos, no dinheiro que eu poderia estar ganhando. É um paradoxo! Hoje, 4 meses depois, começo a ver de uma ótica um pouco diferente. Mas ainda assim é muito difícil. Espero melhorar isso o quanto antes. <3 Pelo amor de Deus! hahahah

Com isso tudo, eu descobri que gosto muito mais de viajar de férias, com a cabeça desligada e toda a minha atenção voltada para a experiência que eu vou viver. Hoje, viajo pensando em trabalho, coisa que nunca fiz antes.

Sobre o medo

Mas vamos lá, diante disso tudo, eu posso concluir que o medo faz parte da vida. E estar com medo é algo bom, significa dizer que eu estou totalmente fora da minha zona de conforto e isso é o que nos faz crescer. Certa vez ouvi: Vai! E se der medo, vai com medo mesmo. E é isso que eu tenho feito e quero incentivar você a fazer.

Aprenda a conviver com ele cultivando a coragem. A coragem não é ausência de medo, é a nossa capacidade de agir mesmo sentindo medo. É entender que o resultado dessa ação será mais importante do que o medo que estamos sentindo. O medo não é uma coisa ruim, aliás, ele é totalmente necessário para a nossa sobrevivência. Ele só nos faz infelizes quando nos deixamos paralisar por ele.

Essa inércia que ele causa é instintiva, nos faz sentir protegidos das consequências das ações que não conseguimos tomar. O problema é que quanto mais nos protegemos do que nos causa medo, mais nos afastamos da felicidade. Pensem nisso! :) 

 

  1. Jacque Tamboo

    16 de junho de 2015 at 10:02

    Texto inspirador!
    :)

    1. Myrella

      16 de junho de 2015 at 11:03

      Obrigada, Jacque! :) Fico feliz.

  2. marcela

    16 de junho de 2015 at 11:05

    Lindaaaa! :) Parabéns por tudo isso. :*

  3. Irla Goncalves

    16 de junho de 2015 at 20:24

    Parabéns pelo post. Amei…

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